
Durante a Copa do Mundo houve um desentendimento entre o jogador Kaká e o jornalista Juca Kfouri. O atrito foi gerado devido à declaração do jornalista de que Kaká poderia encerrar a carreira mais cedo devido ao seu problema no púbis, informação que é endossado por vários jornalistas no Brasil e na Europa, e pelos próprios médicos do Real Madri. Na verdade isso ocorreu por outra razão: Kaká se diz perseguido por ser evangélico. Ora, essa é uma afirmação ridícula, pois as criticas feitas pelo jornalista com relação ao merchandising religioso na seleção é muito pertinente. O espetáculo proporcionado pelos jogadores evangélicos depois do titulo da copa das confederações ano passado foi revoltante. Ao final do jogo esses jogadores, liderados pro Lucio e Kaká, colocaram camisas com os dizeres “I BELONG TO JESUS” (Eu pertenço a Jesus), deram entrevistas agradecendo a Deus, e ainda fizeram uma roda onde rezaram fervorosamente por longos minutos. E isso não é marketing religioso? Fazer todos esses agradecimentos fervorosos que remetem claramente a doutrinas religiosas mais rígidas (e que cobram muito dizimo), para milhões de pessoas que assistem pela TV, e em inglês, língua mais difundido do planeta, certamente não é adequado. Se Deus realmente existe vai ouvir seus agradecimentos aonde quer que esteja. Existem lugares apropriados para agradecimentos religiosos, e arenas esportivas certamente não são apropriadas.
Há quem defenda esse tipo de manifestação, dizendo que todos tem o direito de professar sua fé, mas será que respeitariam da mesma forma alguém que aparecesse com os dizeres “I DON’T BELONG TO JESUS” (Eu não pertenço a Jesus), ou então “I BELONG TO SATAN” (Eu pertenço a Satan), ou ainda “THIS TITLE IS THE RESULT OF THE PLAYERS EFFORT, WITHOUT DEVINE INTERFERENCE” (esse titulo é fruto do esforço dos jogadores, sem interferência divina)?
Em tempo, esse assunto teve repercussão monstruosa na mídia internacional, em especial na européia e estadunidense, coisa que infelizmente não ocorreu com a mídia nacional (onde o jornalista em questão foi um dos únicos que se dignou a discutir assunto tão serio), e devido a essa repercussão a FIFA proibiu camisas com mensagens que não tenham relação com o mundo desportivo em comemorações.