Toda sociedade nutre certo ódio coletivo por determinadas
figuras públicas. Aqui no Brasil, por exemplo, nos acostumamos a odiar os
atendentes da NET, os políticos, os funkeiros que não usam fone de ouvido,
Galvão Bueno, entre outros. E num país aficionado por futebol é natural que os
árbitros também sejam alvo de desdém. Não por menos, a sensação de injustiça e
raiva quando seu time é vitima de um erro crasso da arbitragem é terrível.
Mas encaremos a realidade: os atacantes às vezes erram o
gol, os técnicos às vezes erram na escalação, os contadores às vezes erram a
conta, os linguistas às vezes erram a concordância, os economistas então, nem
se fala, enfim, seres humanos em geral erram. Então porque os árbitros não
podem errar também? Os apitadores têm que tomar dezenas de decisões por
partida. Estranho seria se não errassem nada. Mas é complicado errar quando se
lida com a paixão das pessoas.
E isso só vai mudar quando a FIFA rever sua posição paleozoica de não permitir recursos eletrônicos para auxiliar a arbitragem, mas até lá futebol deve ser tratado como Mario Kart.
Pra quem não teve uma infância feliz nos anos 90, Mario Kart é um jogo de corrida onde vários tipos de trapaça são permitidas (suas, dos outros jogadores e do cenário). Saber andar rápido, usar os atalhos da pista e fazer drifts com perfeição nem sempre é suficiente pois a qualquer momento você pode ser atingido por um casco teleguiado, um raio minimizador ou inda ser atirado pra fora da pista. Um bom jogador de Mario Kart sabe que em algum momento será prejudicado e simplesmente se adéqua a isso. Ele monta sua estratégia com a certeza que um casco azul irá acerta-lo na reta final, e se isso não acontecer, bem, tanto melhor.
Enquanto futebol puder ser influenciado por fatores que os jogadores não controlam a mentalidade tem que ser a mesma de uma partida de Mario Kart. Os jogadores devem entrar em campo conformados que a qualquer momento a arbitragem pode prejudica-los. O bom time será sempre aquele que não se deixa abater e supera os erros do arbitro. Não adianta reclamar, xingar no Facebook ou criar uma teoria da conspiração onde a CBF quer prejudicar o seu time.
Até que mentes arejadas e modernas cheguem ao comando da FIFA não há muito mais o que fazer.
E isso só vai mudar quando a FIFA rever sua posição paleozoica de não permitir recursos eletrônicos para auxiliar a arbitragem, mas até lá futebol deve ser tratado como Mario Kart.
Pra quem não teve uma infância feliz nos anos 90, Mario Kart é um jogo de corrida onde vários tipos de trapaça são permitidas (suas, dos outros jogadores e do cenário). Saber andar rápido, usar os atalhos da pista e fazer drifts com perfeição nem sempre é suficiente pois a qualquer momento você pode ser atingido por um casco teleguiado, um raio minimizador ou inda ser atirado pra fora da pista. Um bom jogador de Mario Kart sabe que em algum momento será prejudicado e simplesmente se adéqua a isso. Ele monta sua estratégia com a certeza que um casco azul irá acerta-lo na reta final, e se isso não acontecer, bem, tanto melhor.
Enquanto futebol puder ser influenciado por fatores que os jogadores não controlam a mentalidade tem que ser a mesma de uma partida de Mario Kart. Os jogadores devem entrar em campo conformados que a qualquer momento a arbitragem pode prejudica-los. O bom time será sempre aquele que não se deixa abater e supera os erros do arbitro. Não adianta reclamar, xingar no Facebook ou criar uma teoria da conspiração onde a CBF quer prejudicar o seu time.
Até que mentes arejadas e modernas cheguem ao comando da FIFA não há muito mais o que fazer.
