terça-feira, 29 de junho de 2010

Holanda



Capital: Amsterdã

População: 17 milhões

Títulos Oficiais: 1 Eurocopa (1988)

FIFA ranking: 4

Primeiro Jogo Internacional: Bélgica 1X4 Holanda (1905)

Maior Goleada Aplicada: Holanda 9X0 Finlândia (1912) e Holanda 9X0 Noruega (1972)

Maior Goleada Sofrida: Inglaterra 12X2 Holanda (1907)

Participações em Copa: 8 (1934, 1938, 1974, 1978,1990, 1994, 1998 e 2006)

Melhor Colocação: Vice-campeã (1974 e 1978)

A Holanda demorou a aparecer no futebol internacional. Em suas duas primeiras participações em copas (1934 e 1938) foi eliminado logo no primeiro jogo, com derrotas para Suíça (2X3) e Tchecoslováquia (0X3), respectivamente. Depois disso o futebol holandês passou um longo período ostracismo, longe de conquistas relevantes, tanto clubes como a seleção.

Porém, a talentosa geração dos anos 70 mudaria esse quadro. Em 1970 o Feyenoord conquistaria o primeiro titulo importante para o país, a UEFA champions league. Nos anos que se seguiram (71, 72 e 73) o Ajax conseguiria o tricampeonato europeu seguido. Depois de obter a hegemonia européia entre os clubes, era a hora dessa geração vitoriosa brilhar também na seleção. E foi o que aconteceu na Copa do Mundo de 1974. A seleção contava com craques como Krol, Jansen, Rensenbrink, Neeskens, Johnny Rep e principalmente Joham Cruyff, grande astro do Ájax e do Barcelona. O time era treinado pelo técnico Rinus Michels que colocaria em pratica na seleção a revolucionaria filosofia do futebol total, mudando muitas das características táticas do futebol, grande parte delas usadas até hoje. Michels foi eleito o melhor técnico do século pela FIFA devido a este trabalho. Os jogadores eram velozes e não havia posições fixas, alternavam postos entre si, e por isso o esquema tático foi batizado de “carrossel holandês”. Havia disciplina tática, condicionamento físico e muita técnica. Um por um os adversários iam caindo. Na primeira fase, num grupo dificílimo com Uruguai, Suécia e Bulgária, os holandeses terminaram em primeiro com três grandes apresentações. Na segunda fase, num grupo ainda mais difícil (havia duas fases de grupos), golearam a Argentina por 4X0, venceram a Alemanha Oriental por 2X0, o mesmo placar do jogo decisivo contra o Brasil, campeão do mundo em 70 e que contava com craques como Rivelino, Paulo César Caju, Ademir da Guia, Jairzinho e Luis Pereira. A velocidade que o time jogava assim como a sincronia com que todos avançavam quando tinham a bola e recuavam quando não tinham, lhes rendeu o apelido, inspirado no filme de 1972 (de Stanley Kubrick), de Laranja Mecânica, alusão feita a camisa que usavam (laranja) e ao estilo de jogo. O jogo final seria contra a dona da casa, a Alemanha Ocidental, de Beckenbauer,Gerd Muller e Rummenigge. Dias antes do jogo a imprensa alemã espalhou boatos que havia casos homo-sexuais no time holandês, gerando especulações e instabilidade entre eles. Também dizem que, na véspera, os jogadores brigaram por causa da divisão da premiação que ganhariam, o que explicaria a apatia e displicência tática do primeiro tempo. Ainda reclamam de um pênalti mandrake concedido aos alemães. Muitas são as explicações e desculpas, mas o fato é que a Holanda perdeu por 2X1 e ficou apenas com o Vice. Fato que fez com que o craque Cruyff e o técnico Rinus Michels abandonassem a seleção.

Dois anos mais tarde se classificaram para Eurocopa pela primeira vez, mas acabaram apenas na terceira colocação. Em 78, na Argentina, o time já não tinha o mesmo brilho, mas ainda era forte e competitivo, chegou a final novamente, mas perdeu para os donos da casa na prorrogação. Um final melancólico para uma geração brilhante.

Entre o final dos anos 70 e inicio dos 80, a laranja passou por uma entressafra. Fez campanha modesta na Euro de 80, não se classificou para a de 84 e nem para as copas de 82 e 86. Porém no final dos anos 80, uma segunda geração vitoriosa, tanto na seleção quanto em clubes (seriam campeões europeus pelo PSV em 88 e pelo Milan em 89 e 90), colocaria a laranja de volta no caminho das vitórias. Na Euro de 88 o técnico era novamente Rinus Michels, e junto com ele levou jovens promissores como Frank Rjikaard, Van Basten, Koeman e Ruud Gullit, e apesar do tropeço na primeira rodada contra os soviéticos (0X1), o jogo seguinte contra a Inglaterra, quando venceram por 3X1, deixou claro que aqueles eram garotos diferenciados. Mais uma boa apresentação contra os Irlandeses (1X0) e eles estavam prontos para a revanche contra a Alemanha Ocidental (novamente anfitriões) nas semifinais. A vitória por 2X1 e o show de Van Basten e cia sobre a poderosa Alemanha, de Matthaus, Klinsmann e Voller, lavou a alma dos holandeses. Na final iriam enfrentar a mesma URSS que os havia derrotado no primeiro jogo, mas a vitória por 2X0 foi categórica. Assim alcançavam a maior gloria do futebol neerlandês até hoje.

A vitória na Euro trouxe esperança de um titulo mundial, mas os anos 90 não seriam tão generosos. Na primeira copa da década, a de 90, o time fez uma campanha ruim e acabou eliminado nas oitavas contra seus arqui-rivais germânicos (1X2), que seriam campeões. Na Euro 92 foi eliminada, nos pênaltis (2X2), pela futura campeã Dinamarca. Em 94 o time vinha bem, até que esbarrou, nas quartas, no pragmático time do Brasil (2X3) de Romario e Bebeto, que também seria campeão. Dessa forma, novamente uma grande geração de craques da laranja ficaria sem um titulo mundial. O fiasco na Euro de 96, com problemas de racismo, parecia prenuncio de tempos difíceis. Mas uma nova geração, que contava Bergkamp, Cocu, Kluivert, Seedorf, Zenden, Van Bronckhorst e Van Der Sar, comandados pelo grande técnico Guus Hiddink, chegaram às semifinais da Copa de 98, quando novamente cairam diante do Brasil, nos pênaltis (1X1). Os pênaltis foram novamente cruéis na Euro de 2000, jogando em casa e fazendo uma campanha irrepreensível, foram eliminados pela Itália na semifinal depois de 0X0 no tempo normal e na prorrogação. Caíram invictos. De maneira inacreditável o time não se classificou pra Copa do 2002, e as duas derrotas para Portugal, de Felipão, Figo e Cristiano Ronaldo, nas semifinais da Euro 2004 e nas oitavas da Copa de 2006 decretaram o fim de mais uma geração, sem títulos.

O time atual conta com ótimos jogadores, habilidosos, alguns deles já jogaram a Copa de 2006, e a maioria a Euro 2008. Nessas ocasiões apresentaram um futebol atraente, mas perderam como sempre. A defesa conta com Heitinga (Everton), Mathijsen (Hamburgo) e os veteranos Van Bronkhorst (Feyenoord) e Ooijer (PSV). No meio tem Van Bommel (Bayer de Munique), Nigel de Jong (Manchester City), Sneijder (Internazionale) e Van Der Vart (Real Madrid). E um ataque fulminante com Van Persie (Arsenal), Dirk Kuyt (Liverpool), Robben (Bayer de Munique) e Huntelaar (Milan). Timaço.

O desafio da geração atual é o mesmo das anteriores: provar que podem levar a laranja a um titulo mundial. Os três confrontos entre Brasil e Holanda citados (70, 94 e 98)são unicos encontros entre os paises em copas

Palpite: Brasil 2X1 Holanda

Nenhum comentário:

Postar um comentário