
A definição dos diplomatas dos EUA, Rússia, UE e ONU, nesta sexta-feira, dia 19 de março de 2010, é daquelas decisões que entra para os livros de historia. O ultimato enviado a Israel para que se (re) inicie um Estado Palestino, no prazo máximo de dois anos, é inesperado e animador. Esse é o primeiro passo para que se corrija uma das maiores injustiças da historia humana recente.
A Palestina, região localizada entre a África e o Oriente Médio, é alvo de disputas desde o século XV a.C., quando foi disputada entre persas e egípcios, sendo conquistada por estes. Porém esta foi só a primeira de inúmeras disputadas por esta terra que, com o passar do tempo, se tornou sagrada para Cristãos, Judeus e Mulçumanos. Por volta do século XIII d.C. os árabes mulçumanos dominaram e se instalaram na região, que ainda seria conquistada e re-conquistada algumas vezes, mas sempre por paises árabes, especialmente pelos Impérios Otomano e Egípcio. Até o século XX. Na I Guerra Mundial o Império Turco-Otomano fez parte da Tríplice Aliança, ao lado de Alemanha e Itália. Uma das conseqüências da derrota foi perder a posse da Palestina, que foi parar na mão do britânicos. Apesar disso o país manteve autonomia, pois não houve imposição religiosa ou cultural, podendo até participar da copa do mundo de 1934.
Com o fim da II Guerra Mundial, muitos refugiados e vitimas do holocausto não queriam voltar a seus paises de origem, e começaram a migrar para a Palestina (sob domínio inglês), que, segundo texto sagrado, é a terra prometida aos Judeus. Porém, isso desagradava os habitantes locais, pois essa sim era uma imposição cultural e religiosa. O grande impasse começa em 1947, quando o Reino Unido colocou nas mãos da ONU a responsabilidade sobre a região. A entidade decide, apesar da reprovação dos paises vizinhos e da Liga Árabe, dividir a região em 3 partes: Árabe, Judia e Jerusalém (Internacional), que apesar de separadas politicamente, deveriam ser economicamente unidas (uma espécie de união aduaneira). Essa foi uma idéia imprudente, injusta e ingênua pra dizer o mínimo. Forçar a criação de um Estado Judeu no meio de diversos paises Mulçumanos, que haviam se instalado na região cerca de 700 anos antes, certamente iria gerar instabilidades.
Um dia após a criação do Estado de Israel, em 15 de maio de 1948, a guerra civil começa. Os palestinos contaram com o apoio dos vizinhos Líbano, Jordânia, Síria e Egito, que, no entanto foram derrotados por Israel, graças à ajuda militar estado-unidense. Durante a guerra, os palestinas foram incentivados a se refugiar nos paises vizinhos. Com o fim da guerra e a vitória israelita, esses refugiados ficaram impedidos de voltar ao seu país. Após um período inicial de estadia nos países árabes vizinhos, muitos destes refugiados são expulsos desses países de acolhimento, dirigindo-se para o sul do Líbano, onde permanecem em campos de refugiados até hoje. Israel alega que se permitir o retorno dos refugiados ficara em minoria em seu próprio país. Isso é um absurdo, aquele país é muito mais dos palestinos que dos israelenses!
Com o passar dos anos outras guerras entre árabes e israelenses aconteceram, sempre com vitória de Israel, que acabou anexando regiões do Egito, Síria, Jordânia e Líbano. A vitória definitiva aconteceu na guerra dos seis dias em 1967, quando os paises árabes desistiram da causa palestina. Sob domínio israelita, os palestinos sempre sofreram maus tratos dentro de seu próprio país, como a proibição de construir poços artesianos ou a atual proibição da entrada de palestinos em Jerusalém para rezar. È de se espantar que um povo que tenha sofrido o holocausto faça hoje coisas semelhantes com os palestinos.
Esse ultimato é inesperado, pois a ONU e os EUA sempre foram favoráveis a Israel. Apesar de tardia, essa decisão é muito importante para a correção de graves erros. Que isso seja levado a serio e que se forme um estado Palestino descente, com saída para o mar e fronteiras com outros paises árabes, além é claro, da posse de Jerusalém, que por direito é dos árabes. Não defendo a total extinção do Estado de Israel, pois afinal, ele já existe a mais de meio século, gerações de judeus nasceram lá, e isso tem que ser considerado. Não é possível negar, no entanto, que grande parte dos conflitos no Oriente Médio nos últimos 50 anos tenho sido gerado direta ou indiretamente por Israel e seus parceiros Ocidentais. A construção de um Estado palestino descente, como citei, é requisito mínimo para a paz.
A Palestina, região localizada entre a África e o Oriente Médio, é alvo de disputas desde o século XV a.C., quando foi disputada entre persas e egípcios, sendo conquistada por estes. Porém esta foi só a primeira de inúmeras disputadas por esta terra que, com o passar do tempo, se tornou sagrada para Cristãos, Judeus e Mulçumanos. Por volta do século XIII d.C. os árabes mulçumanos dominaram e se instalaram na região, que ainda seria conquistada e re-conquistada algumas vezes, mas sempre por paises árabes, especialmente pelos Impérios Otomano e Egípcio. Até o século XX. Na I Guerra Mundial o Império Turco-Otomano fez parte da Tríplice Aliança, ao lado de Alemanha e Itália. Uma das conseqüências da derrota foi perder a posse da Palestina, que foi parar na mão do britânicos. Apesar disso o país manteve autonomia, pois não houve imposição religiosa ou cultural, podendo até participar da copa do mundo de 1934.
Com o fim da II Guerra Mundial, muitos refugiados e vitimas do holocausto não queriam voltar a seus paises de origem, e começaram a migrar para a Palestina (sob domínio inglês), que, segundo texto sagrado, é a terra prometida aos Judeus. Porém, isso desagradava os habitantes locais, pois essa sim era uma imposição cultural e religiosa. O grande impasse começa em 1947, quando o Reino Unido colocou nas mãos da ONU a responsabilidade sobre a região. A entidade decide, apesar da reprovação dos paises vizinhos e da Liga Árabe, dividir a região em 3 partes: Árabe, Judia e Jerusalém (Internacional), que apesar de separadas politicamente, deveriam ser economicamente unidas (uma espécie de união aduaneira). Essa foi uma idéia imprudente, injusta e ingênua pra dizer o mínimo. Forçar a criação de um Estado Judeu no meio de diversos paises Mulçumanos, que haviam se instalado na região cerca de 700 anos antes, certamente iria gerar instabilidades.
Um dia após a criação do Estado de Israel, em 15 de maio de 1948, a guerra civil começa. Os palestinos contaram com o apoio dos vizinhos Líbano, Jordânia, Síria e Egito, que, no entanto foram derrotados por Israel, graças à ajuda militar estado-unidense. Durante a guerra, os palestinas foram incentivados a se refugiar nos paises vizinhos. Com o fim da guerra e a vitória israelita, esses refugiados ficaram impedidos de voltar ao seu país. Após um período inicial de estadia nos países árabes vizinhos, muitos destes refugiados são expulsos desses países de acolhimento, dirigindo-se para o sul do Líbano, onde permanecem em campos de refugiados até hoje. Israel alega que se permitir o retorno dos refugiados ficara em minoria em seu próprio país. Isso é um absurdo, aquele país é muito mais dos palestinos que dos israelenses!
Com o passar dos anos outras guerras entre árabes e israelenses aconteceram, sempre com vitória de Israel, que acabou anexando regiões do Egito, Síria, Jordânia e Líbano. A vitória definitiva aconteceu na guerra dos seis dias em 1967, quando os paises árabes desistiram da causa palestina. Sob domínio israelita, os palestinos sempre sofreram maus tratos dentro de seu próprio país, como a proibição de construir poços artesianos ou a atual proibição da entrada de palestinos em Jerusalém para rezar. È de se espantar que um povo que tenha sofrido o holocausto faça hoje coisas semelhantes com os palestinos.
Esse ultimato é inesperado, pois a ONU e os EUA sempre foram favoráveis a Israel. Apesar de tardia, essa decisão é muito importante para a correção de graves erros. Que isso seja levado a serio e que se forme um estado Palestino descente, com saída para o mar e fronteiras com outros paises árabes, além é claro, da posse de Jerusalém, que por direito é dos árabes. Não defendo a total extinção do Estado de Israel, pois afinal, ele já existe a mais de meio século, gerações de judeus nasceram lá, e isso tem que ser considerado. Não é possível negar, no entanto, que grande parte dos conflitos no Oriente Médio nos últimos 50 anos tenho sido gerado direta ou indiretamente por Israel e seus parceiros Ocidentais. A construção de um Estado palestino descente, como citei, é requisito mínimo para a paz.
Jewish Juice! kkkkkkk
ResponderExcluir