Bom, como ainda estamos no clima das Olimpíadas, nesse post
tentarei fazer algo muito polêmico e difícil: eleger os 15 maiores atletas
brasileiros de todos os tempos. Eleger apenas 15 dentre tantos notórios atletas
é uma tarefa complicada, grandes personalidades tem que ser deixadas de fora,
mas acredito a que a lista tenha ficado justa . Lembrando que não são os melhores,
são os mais importantes relevantes. E já aviso: não tem jeito, futebolistas vão
predominar na lista.
15-Leônidas da Silva (Futebol – Atacante)
Muito mais que o inventor da bicicleta, foi primeiro jogador brasileiro a ser considerado o melhor do mundo. Em 1938 foi artilheiro da Copa, com 8 gols, e eleito melhor jogador do torneio. O Brasil terminou em terceiro, mas na única derrota da seleção, Leônidas, lesionado, não jogou. Em 38 o Diamante Negro (como ficou conhecido) ainda era jovem, mas a Segunda Guerra Mundial viria castigá-lo, cancelando as Copas de 42 e 46, e acabando com suas chances de um titulo mundial. Por clubes foi campeão carioca 3 vezes (por Vasco, Botafogo e Flamengo) e campeão paulista 5 vezes (pelo São Paulo). Seu futebol colocou o Brasil definitivamente na lista das potências do esporte.
14-Hortência (Basquete – Ala)
Hortência é a maior pontuadora da historia da Seleção Brasileira com 3.160 pontos marcados em 127 jogos, média de 24,9 pontos/partida. Fez dupla formidável com a armadora Paula (que infelizmente tive que cortar da lista), numa seleção que levou o Brasil várias vezes ao pódio. Nos Jogos Panamericanos foi Bronze em 83, Prata em 87 e finalmente Ouro em 91. Mas sua grande conquista foi em 1994, quando ajudou o Brasil a ganhar a Copa do Mundo, vencendo as estadunidenses na semifinal (até então somente EUA e URSS tinham conseguido erguer a taça). Dois anos mais tarde, Hortência chegou à final olímpica, mas perdeu a revanche para as estadunidenses. Em 2002 foi incluída no Hall da Fama do Basquete.
Hortência é a maior pontuadora da historia da Seleção Brasileira com 3.160 pontos marcados em 127 jogos, média de 24,9 pontos/partida. Fez dupla formidável com a armadora Paula (que infelizmente tive que cortar da lista), numa seleção que levou o Brasil várias vezes ao pódio. Nos Jogos Panamericanos foi Bronze em 83, Prata em 87 e finalmente Ouro em 91. Mas sua grande conquista foi em 1994, quando ajudou o Brasil a ganhar a Copa do Mundo, vencendo as estadunidenses na semifinal (até então somente EUA e URSS tinham conseguido erguer a taça). Dois anos mais tarde, Hortência chegou à final olímpica, mas perdeu a revanche para as estadunidenses. Em 2002 foi incluída no Hall da Fama do Basquete.
13-Marta (Futebol – Atacante)
Uma jogadora a frente de seu tempo, que faz as outras parecerem amadoras. Ganhadora por 5
vezes seguidas do prêmio de melhor do mundo da FIFA, foi ainda duas considerada
a segunda melhor, e uma vez a terceira, sendo que ela ainda terá alguns anos
jogando em alto nível. Ou seja, indicada 8 vezes seguida entre as finalistas,
algo que dificilmente vai voltar a acontecer (tanto no feminino quanto no
masculino), o que já a coloca como a maior jogadora de futebol da história. Por
clubes já ganhou 8 títulos nacionais, 7 deles nas duas ligas mais difíceis do
mundo (dos EUA e da Suécia), além da UEFA Women’s Cup e Copa Libertadores
Feminina. Infelizmente a geração atual da seleção feminina sofre do mesmo mal
que seleção de Telê Santana enfrentou nos anos 80: tem dificuldade em jogos
decisivos, mesmo tendo um time que dá espetáculo. Foi assim nas traumáticas
derrotas nas finais olímpicas de 2004 e 2008, contra os EUA, e também nas não
menos traumáticas derrotas para Alemanha na final da Copa 2007 e para os EUA nas
quartas de final da Copa 2011 (com gol de empate aos 16minutos do segundo tempo
da prorrogação e derrota nos pênaltis). E é bom lembrar que Marta jogou bem
todas essas decisões, marcou gols em quase todas elas, mas o esporte nem sempre
é justo. Pela seleção tem 4 títulos oficiais - 2 pans e 2 sulamericanos -, além
de ser a maior artilheira da excrete canarinho com nada menos que 85 gols em 85
jogos.
12-César Cielo (Natação)
O maior nome da natação brasileira em todos os tempos. Apesar da
idade, já ganhou 6 medalhas de ouro em mundiais da natação, duas a mais que
Gustavo Borges e Fernando Scherer, além de ser o único a trazer uma medalha de
ouro olímpica pra natação brasileira (nos 50m livre). Em Pequim, além do Ouro,
trouxe uma medalha de Bronze nos 100 m livre. Ele foi mal em Londres,
conquistando apenas uma medalha de Bronze nos 50 m livre, mas provavelmente
chegará nadando em alto nível no Rio em 2016, e com possibilidade mais alguma
conquista olímpica.
11-Romário (Futebol – Atacante)
O principal jogador da seleção que acabou com um jejum de 24
anos sem títulos mundiais, recolocando a excrete canarinho no caminho das
vitórias, o que lhe rendeu o titulo de melhor jogador do mundo da FIFA em 1994.
Antes disso, em 1989, ao lado de Bebeto, com quem formaria dupla afinada também na
Copa de 94, conquistou a primeira Copa América para o Brasil. Em 97 formaria
junto com Ronaldo uma das maiores duplas de ataque da historia do futebol,
conquistando a Copa América e a Copa das Confederações daquele ano. No
seguinte, porém, foi cortado da Copa do Mundo devido a um estiramento na
panturrilha. Ficou novamente de fora da Copa em 2002, dessa vez por
indisciplina. Romário é o terceiro maior artilheiro da seleção com 55 gols em
70 jogos, e o segundo maior artilheiro do futebol mundial com 927 gols
oficiais. Jogou pelo Vasco da Gama, PSV, Barcelona, Flamengo, Valencia, Fluminense,
Al-Sadd,Miami F.C., Adelaide United, e encerrou sua carreira pelo América, time
de seu pai. Jogando por clubes ganhou mais de 20 títulos estaduais, nacionais e
continentais.
10-Éder Jofre (Boxe – Peso galo)
O nosso Rocky Balboa. Jofre é dono de um dos mais impressionantes
cartéis da historia do boxe: 78 lutas, com 72 vitórias (50 por nocaute), 4
empates e apenas 2 derrotas. Iniciou sua em 1953 no torneio Forja dos Campeões,
do qual viria a se sagrar campeão ainda naquele ano. Em 58 se tornou campeão
brasileiro, em 60 foi campeão sul-americano, e alguns meses depois, faturou o
cinturão da AMB (Associação Mundial de Boxe) ao vencer o mexicano José Becerra.
Menos de dois anos mais tarde unificaria os títulos da AMB e UEB (União
Européia de Boxe) ao vencer o irlandês John Caldwell. No ano seguinte acumularia mais um cinturão,
o do Conselho Mundial de Boxe (CMB). Em maio de 1965, porém, depois de um
resultado controverso, Jofre perdeu os três cinturões para o japonês Masahiko
Harada. No ano seguinte Jofre perdeu a revanche contra o japonês, novamente em
um resultado contestável. Mas deu a volta por cima. Em maio de 1973 voltou a
conquistar o cinturão do CMB, titulo que manteve até sua aposentadoria em 17 de
junho de 1974.
9-Wlamir Marques (Basquete – Ala)
É difícil de imaginar, mas o Brasil já teve o melhor time de
basquete do mundo, comandado por um monstro chamado Wlamir Marques, que chegou
a quatro finais de Copa do Mundo, vencendo duas vezes, feito que só seria
igualado pela lenda croata Kresimir Cosic. Vice campeão em 1954, conseguiu o
titulo em 1959, e o bi 1963. Terceiro e lugar 1967, voltou a conseguir a
segunda colocação em 1970. Nas olimpíadas conseguiu duas medalhas de bronze, em
1960 em 1964, ainda hoje, os melhores resultados do país na competição.
8-Giba (Vôlei – Ponteiro)
O principal jogador da geração mais vitoriosa da história do
vôlei, e talvez de todos os esportes coletivos. Conquistou mais de 30 títulos
pela seleção brasileira (!), incluindo 8 ligas mundiais, 3 Campeonatos
Mundiais, 2 Copas do Mundo, 3 Copas dos Campeões, além de um Ouro e duas Pratas
olímpicas. De 2001 a 2010 a chamada “Era Bernardinho” assombrou o mundo. Nesse
período o Brasil disputou 35 campeonatos, com 26 medalhas de ouro, 7 de prata,
1 de bronze e um quarto lugar, sem nunca ter ficado fora da semifinal. Isso
mesmo, em 10 anos a seleção verde e amarela ficou fora do pódio apenas uma vez
(e fora da final apenas duas!). A Gazzeta Dello Sport, famoso jornal italiano
de esportes, chegou a classificar o vôlei como “esporte com seis jogadores de
cada lado, uma rede no meio, e, invariavelmente, o Brasil no pódio”. E Giba foi
sem dúvida o mais importante jogador dessa geração inesquecível, seja com suas
recepções precisas, ou com seus ataques certeiros. Nos últimos dois anos a
seleção caiu de rendimento, mas o Brasil continua entre os melhores. Giba se
despediu da seleção na final olímpica de Londres.
7-Ronaldo (Futebol – Atacante)
Estreou como profissional no Cruzeiro e em menos de um ano já
havia faturado 2 títulos pelo clube (Copa do Brasil e Campeonato Mineiro), e
fez parte do grupo tetracampeão do mundo nos EUA. Logo depois da Copa se
transferiu para o PSV da Holanda, onde atuou por duas temporadas e foi eleito o
melhor jogador do mundo pela primeira vez (o único a ser eleito jogando por um
time holandês). No ano seguinte se transferiu para o Barcelona, onde recebeu o
apelido de fenômeno pelos seus incríveis 49 gols em 47 jogos com incrível
plasticidade e objetividade, o que lhe rendeu mais um prêmio de melhor do
mundo. Vendido a peso de ouro para a Internazionale, Ronaldo viveu duas grandes
temporadas na Itália, até que em um jogo contra o Lecce, estourou o joelho.
Seis meses depois volta aos gramados, mas em seu primeiro jogo o joelho cede
novamente.Muitos especialistas diziam que ele jamais voltaria a jogar em alto
nível. Mas voltou, ganhou a Copa de 2002, se transferiu para o Real Madrid,
onde foi campeão do mundo pela segunda vez em seis meses, e ganhou o prêmio de
melhor do mundo pela terceira vez, um feito inédito. Uma das mais incríveis
historias de superação do esporte. Viveu bons momentos na capital espanhola, se
transferiu para o Milan e encerrou a carreira pelo Corinthians.
Pela Seleção, além do titulo mundial em 1994, Ronaldo formou uma dupla incrível com Romário, faturando em 1997, uma Copa América e uma Copa das Confederações. Apesar do “apagão” na final, Ronaldo fez uma boa Copa do Mundo em 1998. Voltou a conquistar a Copa América em 1999. Em 2002 se tornou o herói de uma geração ao conquistar o penta. O Fenômeno ainda se tornaria o maior artilheiro de todas as Copas em 2006, quando marcou seu décimo quinto gol na competição. Também foi o segundo maior artilheiro da seleção brasileira em todos os tempos, com 62 gols.
Pela Seleção, além do titulo mundial em 1994, Ronaldo formou uma dupla incrível com Romário, faturando em 1997, uma Copa América e uma Copa das Confederações. Apesar do “apagão” na final, Ronaldo fez uma boa Copa do Mundo em 1998. Voltou a conquistar a Copa América em 1999. Em 2002 se tornou o herói de uma geração ao conquistar o penta. O Fenômeno ainda se tornaria o maior artilheiro de todas as Copas em 2006, quando marcou seu décimo quinto gol na competição. Também foi o segundo maior artilheiro da seleção brasileira em todos os tempos, com 62 gols.
6-Maria Esther Bueno (Tênis)
Famosa pela potência de seu serviço, Maria Esther Bueno é o
maior nome do Tênis no Brasil. Nas duplas, ganhou os 4 torneios de Grand Slam
(campeã de Rolanda Garros e do Australian Open, pentacampeã de Winbledon e
tetracampeã do U.S. Open), única praticante brasileira do esporte a conseguir
tal feito. No individual ganhou 3 vezes em Winbledon, 4 vezes o U.S. Open, e
foi finalista de Roland Garros e do Australian Open uma vez cada. Foi a número
1 do ranking entre 1959 e 1960, voltando ao topo em 1964 e em 1966. Com seu
nome incluído no Hall da Fama do Tênis desde 1978, Maria Esther Bueno foi uma
das maiores tenistas de todos os tempos.
5-Robert Sheidt (Vela – Classes Laser e Star)
O maior medalhista olímpico do Brasil ao lado de Torben
Grael, com 5 medalhas, é também um mito da Vela em todo mundo. Levantou seu
primeiro troféu com apenas 11 anos no Sulamericano da Classe Optmist (para até
15). Aos 13 se transferiu classe Laser, onde se tornaria lenda. Logo em seu ano
de estréia foi Campeão Brasileiro Junior. Foram 45 títulos na Classe Laser,
incluindo 11 campeonatos Brasileiros, 8 Campeonatos Mundiais e do Ouro nos
Jogos Olímpicos de Atlanta e Atenas, além de uma medalha de Bronze e duas de
Prata em Mundiais, e da medalha de Prata Jogos de Sidney. Em 2006, sem
adversários a altura na Classe Laser, resolveu se aventurar na Classe Star,
onde recomeçou sua carreira ao lado de Bruno Prada, e onde voltou a ser campeão
brasileiro e tri-campeão mundial, além de uma medalha de Prata em Mundiais,
outra medalha de Prata nos Jogos de Pequim e um Bronze nos Jogos de Londres. Um
dos velejadores mais vitoriosos de todos os tempos.
4-Adhemar Ferreira da Silva (Atletismo – Salto Triplo)
Foi numa de tarde de verão em Helsinque, em 1952, que, com
seus três saltos, Adhemar Ferreira da Silva encerrou um jejum brasileiro de 42
anos sem medalhas de Ouro Olímpicas, acabando com a espera de gerações de
brasileiros, e se tornando o protagonista do maior acontecimento esportivo do
Brasil até então. Não satisfeito, Adhemar repetiu a dose em 1956, em Melbourne,
se tornando o primeiro bicampeão olímpico brasileiro, feito que só seria
repetido quase meio século depois, nas Olimpíadas de Atenas 2004 (Giovane,
Mauricio, Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira conquistaram sua
segunda medalha de ouro nessa edição). Adhemar conquistou mais de 40 troféus em
sua carreira, incluindo, além do bi-olímpico, um pentacampeonato sulamericano e
um tricampeonato panamericano. A título de curiosidade, as duas estrelas
amarelas no escudo do São Paulo Futebol Clube, são uma homenagem às duas
medalhas douradas conquistadas em Olimpíadas pelo atleta, que defendia as cores
do clube. É o único brasileiro no Hall da Fama do Atletismo.
3-Ayrton Senna (Automobilismo – Formula 1)
Senna começou no automobilismo em 1981, obtendo grande êxito
no F-3, o que acabou por levá-lo a Formula 1 em 1984. Mesmo correndo por
escuderias menores (primeiro pela Toleman e depois pela Lotus), Senna conseguia
resultados expressivos, sempre pontuava, conseguia frequentemente pole-positions,
alcançava vários pódios e até vencia grandes prêmios, e chegou até a disputar
títulos pela Lotus. Sua ascensão meteórica chamou a atenção da McLaren, que o
contratou em 1988. Logo em seu ano de estréia por uma escuderia de ponta, Senna
se sagrou campeão da F-1.Em 1989 foi vice-campeão num campeonato controverso em
que perdeu o título para seu companheiro de equipe e desafeto, Alain Prost,
mesmo tendo vencido mais Grandes Prêmios. Voltou a ser campeão em 1990 e em
1991, se consagrando definitivamente entre os melhores de todos os tempos.
Um piloto que se tornou ídolo mundial não apenas por suas vitórias, mas por seu estilo agressivo e destemido, de ultrapassagens arriscadas, não se conformava com conquistas pragmáticas, gostava de se arriscar e vencer sempre. Entre a segunda metade dos anos 80 e inicio dos 90, o Brasil passava por um momento político e econômico instável, e até mesmo a seleção de futebol passava por uma fase complicada, neste cenário, Senna surgiu como campeão, artista e patriota, dando uma injeção de orgulho numa nação carente de ídolos, além de um motivo para acordar cedo no domingo e pendurar a bandeira verde e amarela na janela.
Com o acirramento da rivalidade com Alain Prost, seu rendimento foi prejudicado, o que o levou a trocar a McLaren pela Willians em 1994, porém em sua terceira corrida com a nova scuderia, devido a uma falha mecânica, Senna perdeu o controle do carro e bateu no muro do circuito de Ímola, levando-o a morte. Sua morte, da maneira que foi, acabou por reforçar ainda mais o mito Ayrton Senna.
Um piloto que se tornou ídolo mundial não apenas por suas vitórias, mas por seu estilo agressivo e destemido, de ultrapassagens arriscadas, não se conformava com conquistas pragmáticas, gostava de se arriscar e vencer sempre. Entre a segunda metade dos anos 80 e inicio dos 90, o Brasil passava por um momento político e econômico instável, e até mesmo a seleção de futebol passava por uma fase complicada, neste cenário, Senna surgiu como campeão, artista e patriota, dando uma injeção de orgulho numa nação carente de ídolos, além de um motivo para acordar cedo no domingo e pendurar a bandeira verde e amarela na janela.
Com o acirramento da rivalidade com Alain Prost, seu rendimento foi prejudicado, o que o levou a trocar a McLaren pela Willians em 1994, porém em sua terceira corrida com a nova scuderia, devido a uma falha mecânica, Senna perdeu o controle do carro e bateu no muro do circuito de Ímola, levando-o a morte. Sua morte, da maneira que foi, acabou por reforçar ainda mais o mito Ayrton Senna.
2-Garrincha (Futebol – Ponta Direita)
Dotado de uma inteligência espacial fora do comum, Mané
transformou uma séria limitação física (as pernas tortas) em vantagem
competitiva. Com as duas pernas arcadas pra esquerda, Garrincha tinha um
extraordinário arranque para o lado direito. Soma-se a isso, sua imensurável
capacidade de driblar, seus passes e lançamentos extremamente precisos, além de
chutes muito bem colocados, e pronto, você tem um dos maiores jogadores de
todos os tempos.
Garrincha iniciou como profissional no Botafogo, em 1953, quando o time estava em baixa, à sombra de Vasco e do Flamengo, mas junto com uma geração que tinha Didi, Nilton Santos, Zagallo, entre outros, o Botafogo se tornaria em pouco tempo o time a ser batido, principalmente por causa dos dribles desconcertantes de Garrincha, que tinha um prazer sádico de humilhar os rivais em clássicos. A Alegria do Povo, como era conhecido, ganhou 3 títulos cariocas e 2 Rio-SP, além de mais de uma dezena de torneios internacionais mundo afora.
Mané foi grande com a camisa do Fogão, mas foi com a camisa da seleção que se imortalizou. Na Copa de 1958, depois de uma vitoria e um empate pouco convincentes, o técnico Vicente Feola resolveu desobedecer à recomendação da CBD de evitar jogadores negros entre os titulares, e escalou Pelé, Garrincha e Didi no time principal. Mal sábia ele como seria recompensado pela ousadia. Juntos eles formarão um dos maiores esquadrões de todos os tempos, jogavam por música e massacravam os adversários. O título mundial conquistado na Suécia é mais importante do que pode parecer, pois ajudou a consolidar a identidade nacional de um país que tentava se firmar internacionalmente. E os dribles e cruzamentos de Garrincha foram fundamentais nessa campanha.
Em 1962, depois de Pelé se machucar, Garrincha assumiu o posto de líder e comandante do time. Voltou do Chile como campeão, artilheiro e melhor jogador do mundo. Pelé e Garrincha jogando juntos pela seleção, nunca perderam uma partida sequer, o que é muito significativo para uma dupla que jogou mais de 40 partidas junta.
Garrincha iniciou como profissional no Botafogo, em 1953, quando o time estava em baixa, à sombra de Vasco e do Flamengo, mas junto com uma geração que tinha Didi, Nilton Santos, Zagallo, entre outros, o Botafogo se tornaria em pouco tempo o time a ser batido, principalmente por causa dos dribles desconcertantes de Garrincha, que tinha um prazer sádico de humilhar os rivais em clássicos. A Alegria do Povo, como era conhecido, ganhou 3 títulos cariocas e 2 Rio-SP, além de mais de uma dezena de torneios internacionais mundo afora.
Mané foi grande com a camisa do Fogão, mas foi com a camisa da seleção que se imortalizou. Na Copa de 1958, depois de uma vitoria e um empate pouco convincentes, o técnico Vicente Feola resolveu desobedecer à recomendação da CBD de evitar jogadores negros entre os titulares, e escalou Pelé, Garrincha e Didi no time principal. Mal sábia ele como seria recompensado pela ousadia. Juntos eles formarão um dos maiores esquadrões de todos os tempos, jogavam por música e massacravam os adversários. O título mundial conquistado na Suécia é mais importante do que pode parecer, pois ajudou a consolidar a identidade nacional de um país que tentava se firmar internacionalmente. E os dribles e cruzamentos de Garrincha foram fundamentais nessa campanha.
Em 1962, depois de Pelé se machucar, Garrincha assumiu o posto de líder e comandante do time. Voltou do Chile como campeão, artilheiro e melhor jogador do mundo. Pelé e Garrincha jogando juntos pela seleção, nunca perderam uma partida sequer, o que é muito significativo para uma dupla que jogou mais de 40 partidas junta.
1-Pelé (Futebol – Ponta de Lança/Meia-Armador)
Millôr Fernandes sabiamente dizia “Nada mais falso que uma
verdade estabelecida”. Mas como é difícil fugir dessa verdade estabelecida
chamada Pelé...
Edson Arantes do Nascimento iniciou sua carreira profissional em 1956, com apenas 15, e marcou seu primeiro gol logo em seu jogo de estréia contra o Corinthians de Santo André. O clube que defendia era o Santos Futebol Clube, que naquele tempo era considerado um clube médio de São Paulo, mas que 18 anos depois, em 1974, quando Pelé fizesse sua despedida, seria um gigante do futebol mundial, conhecido em 5 continentes. Defendendo as cores do alvinegro praiano, Pelé conquistou mais de 40 títulos, incluindo 11 paulistas, 6 brasileiro, 2 libertadores, 2 mundiais e mais de uma dezena de torneios internacionais. O Santos de Pelé era temido e respeitado, e historias que comprovem isso não faltam, seja na vez que o poderoso Real Madrid desistiu de jogar contra o Santos pelo torneio de Buenos Aires, com medo de uma goleada, seja na vez que parou a Guerra do Congo.
Pelé era um jogador completo, cabeceava bem, driblava num curto espaço, lançava com precisão, tinha um chute certeiro, era bom na bola parada, tinha ímpeto e explosão, mas sabia pensar o jogo, antever a jogada, era ambidestro, tinha frieza dentro da área, e por ai vai. O Rei do futebol também era flexível, começou a carreira jogando de atacante, foi centro-avante, mas se firmou como ponta de lança, porém, durante a carreira também atuou eventualmente como ala e até como goleiro (pasmem, jogou cerca de 70 minutos no gol e não tomou nenhum gol, o goleiro menos vazado da história). Com o passar dos anos, e a idade pesando, foi recuando ao meio de campo, primeiro como meia-atacante, e depois, definitivamente, como meia-armador.
O único jogador três vezes campeão da Copa do Mundo, foi também o maior artilheiro do Santos, com 1.091 gols em 1.114 jogos, o maior artilheiro da Seleção Brasileira com 95 gols em 114 jogos, e o maior artilheiro do futebol mundial com 1.250 gols em 1.311 jogos (64 gols marcados pelo NY Cosmos, onde jogou no final da carreira e também ganhou títulos). O único a conseguir marcar mais que mil vezes.
Em 1999 Pelé foi eleito pela IFHS e pela France Football o melhor jogador do século XX, no ano seguinte foi eleito novamente o melhor jogador do século, dessa vez pela FIFA (e é bom lembrar que o Maradona ficou em quinto lugar tanto na eleição da IFHS como da FIFA). Ainda em 2000, Pelé conquistou uma honra ainda maior, foi eleito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) o atleta do século XX, considerando todos os esportes. Portanto, aos hermanitos que teimam em tentar traçar algum paralelo de comparação entre Pelé e Maradona, saibam que Michael Jordan, Roger Federer, Nadia Comaneci, Michael Phelps e Tiger Woods estão mais a altura do Rei. Ao Maradona ainda falta provar que foi melhor Cruyff, Puskas, Garrincha, Di Stéfano e Beckenbauer.
Edson Arantes do Nascimento iniciou sua carreira profissional em 1956, com apenas 15, e marcou seu primeiro gol logo em seu jogo de estréia contra o Corinthians de Santo André. O clube que defendia era o Santos Futebol Clube, que naquele tempo era considerado um clube médio de São Paulo, mas que 18 anos depois, em 1974, quando Pelé fizesse sua despedida, seria um gigante do futebol mundial, conhecido em 5 continentes. Defendendo as cores do alvinegro praiano, Pelé conquistou mais de 40 títulos, incluindo 11 paulistas, 6 brasileiro, 2 libertadores, 2 mundiais e mais de uma dezena de torneios internacionais. O Santos de Pelé era temido e respeitado, e historias que comprovem isso não faltam, seja na vez que o poderoso Real Madrid desistiu de jogar contra o Santos pelo torneio de Buenos Aires, com medo de uma goleada, seja na vez que parou a Guerra do Congo.
Pelé era um jogador completo, cabeceava bem, driblava num curto espaço, lançava com precisão, tinha um chute certeiro, era bom na bola parada, tinha ímpeto e explosão, mas sabia pensar o jogo, antever a jogada, era ambidestro, tinha frieza dentro da área, e por ai vai. O Rei do futebol também era flexível, começou a carreira jogando de atacante, foi centro-avante, mas se firmou como ponta de lança, porém, durante a carreira também atuou eventualmente como ala e até como goleiro (pasmem, jogou cerca de 70 minutos no gol e não tomou nenhum gol, o goleiro menos vazado da história). Com o passar dos anos, e a idade pesando, foi recuando ao meio de campo, primeiro como meia-atacante, e depois, definitivamente, como meia-armador.
O único jogador três vezes campeão da Copa do Mundo, foi também o maior artilheiro do Santos, com 1.091 gols em 1.114 jogos, o maior artilheiro da Seleção Brasileira com 95 gols em 114 jogos, e o maior artilheiro do futebol mundial com 1.250 gols em 1.311 jogos (64 gols marcados pelo NY Cosmos, onde jogou no final da carreira e também ganhou títulos). O único a conseguir marcar mais que mil vezes.
Em 1999 Pelé foi eleito pela IFHS e pela France Football o melhor jogador do século XX, no ano seguinte foi eleito novamente o melhor jogador do século, dessa vez pela FIFA (e é bom lembrar que o Maradona ficou em quinto lugar tanto na eleição da IFHS como da FIFA). Ainda em 2000, Pelé conquistou uma honra ainda maior, foi eleito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) o atleta do século XX, considerando todos os esportes. Portanto, aos hermanitos que teimam em tentar traçar algum paralelo de comparação entre Pelé e Maradona, saibam que Michael Jordan, Roger Federer, Nadia Comaneci, Michael Phelps e Tiger Woods estão mais a altura do Rei. Ao Maradona ainda falta provar que foi melhor Cruyff, Puskas, Garrincha, Di Stéfano e Beckenbauer.
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