Postado no Facebook em 8 de julho de 2016
Este ano, em uma conversa descontraída na casa de uma amiga, conheci uma pessoa que estava fazendo entrevistas para dividir seu apartamento e falava sobre os candidatos que havia entrevistado, quando um comentário me chamou a atenção.
-Tinha um (candidato) que era de escorpião com ascendente em escorpião, eliminei na hora!
Aquilo me soou tão inaceitável quanto se tivesse dito "ele era nordestino, eliminei na hora!". Para meu espanto todos na conversa receberam aquela afirmação com naturalidade. Resolvi insistir, talvez houvesse alguma informação que eu tivesse deixado escapar ou alguma ironia que eu não soube interpretar. Não havia, o motivo da eliminação era porque o candidato era "o escorpião do escorpião".
Em outra conversa também este ano, com uma conhecida desta vez, ela contava que seu namorado não falava com ela desde que, alguns dias antes, ela jogou o celular dele pela janela por um motivo que ela mesma, já de cabeça fria, reconhecia ser bobagem.
-Eu sou ariana, ele tem que se acostumar com isso!
Dizia isso como se fosse uma vítima das circunstâncias e não houvesse nada que pudesse ser feito.
Algum tempo atrás um outro conhecido comentou que havia alterado a data de uma reunião de negócios porque sua lua estava em saturno (ou alguma coisa nessa linha).
Astrologia deixou de ser uma brincadeira inofensiva e se tornou algo que realmente influencia na vida das pessoas. É digno de nota que muitas pessoas que rejeitam as religiões acreditam ou tem simpatia por astrologia.
Amigos, astrologia pode até ser menos inflexível, fazer menos juízo moral e ter uma roupagem mais moderna, mas na prática não é muito diferente de uma crença religiosa.
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