Postado no Facebook em 8 de junho de 2016
Esse caso do japonês da federal diz muito sobre nós. Expõe com clareza essa nossa necessidade desesperada e quase pueril por ídolos e símbolos.
Newton Ishi tinha como função anunciar prisões e conduzir presos da Lava Jato, tão somente. Ele próprio nunca foi responsável pelas prisões, nem por qualquer decisão importante de combate a corrupção que justificasse sua fama.
Mas a imagem dele levando corruptos em cana era suficiente para torna-lo herói, mito, lenda, exemplo, salvador, máscara e marchinha de carnaval.
Imagem é um instrumento poderoso, mas uma sociedade que se deixa levar facilmente apenas pela imagem e que se agarra em ídolos como um naufrago se agarra a uma boia é uma sociedade que precisa amadurecer muito ainda.
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